sábado, 3 de janeiro de 2009

Vemo-nus

Antes de começar esta minha reflexão, aqui fica a afirmação (não a promessa), de que é a última vez que faço referência ao facto de estar a conseguir manter a minha promessa, um post por dia, talvez lá mais para a frente volte a fazer referência a este facto, se tal se justificar.
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Depois deste preâmbulo, começo então por informar que o título deste "Post", não contém qualquer erro ortografico, ao contrário do que possam pensar. Existem na Língua Portuguesa inúmeras curiosidades, quer ortográficas, quer fonéticas e provavelmente irei aproveitar para explorar algumas delas, mas neste momento a que importa é esta, "vemo-nus", uma palavra que deveria obrigatóriamente existir no nosso léxico tal como outra vulgarmente dita por lapso, "ouver". E porque é que uma palavra que exprime a capacidade de ver e ouvir ao mesmo tempo não pode existir?
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Mas, "vemo-nus", consegue um valor infinitamente superior, inclusivé, na minha opinião, com um valor psico e filosófico de Essência, significa a capacidade que temos de auto-análise, de nos despirmos de todo o acessório e irmos ao encontro daquilo que efectivamente nos define, nos caracteriza, nos influencia e que grava de forma inapagável aquilo que somos, permite encontrarmo-nos com nós mesmos pois vemo-nos "nus", despidos de tudo aquilo que nos aliena e cega.
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A utilização da palavra "Essência" é feita como "sendo a coisa que permite à coisa ser outra coisa e não outra coisa qualquer, (Luis Vasques)", "vemo-nus" é a forma de nos encontrar-mos e dominar-mos estas características, é conseguir trazer da metafísica para a física, "coisas" que julgamos perdidas pelo Homem.
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Assim sendo, e sem querer ser extenso demais pois senão ninguém lê, proponho que se juntem a mim num baixo assinado que vise o reconhecimento destas 2 palavras pela Academia Portuguesa, "Ouver" e "Vemo-nus ou Vemonus"

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houvegente